Entre os terminais que vêm ampliando sua participação na logística de exportação agrícola brasileira, o Porto de Pecém, localizado no litoral do Ceará, a cerca de 60 km de Fortaleza, tem se consolidado como uma alternativa relevante para o escoamento de grãos produzidos no Nordeste e no Matopiba (região que reúne áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Diferentemente dos grandes complexos portuários do Sul e Sudeste, que concentram boa parte do volume histórico de exportação de soja e milho, Pecém se destaca por sua localização estratégica: fica relativamente próximo às fronteiras agrícolas do Matopiba, uma das regiões que mais expandiram área plantada nas últimas safras. Isso reduz a distância rodoviária entre a lavoura e o mar em comparação com o envio da carga até portos mais distantes.

Um porto de águas profundas em expansão

Pecém é conhecido por operar como porto de águas profundas, o que permite a atracação de navios de maior porte e contribui para a eficiência das operações de carga. Historicamente voltado a granéis sólidos minerais, combustíveis e contêineres, o complexo tem investido em infraestrutura que também favorece a movimentação de granéis agrícolas, como armazéns e terminais dedicados a grãos.

Para exportadores que atuam no Nordeste, contar com uma alternativa portuária mais próxima representa, em tese, uma forma de diversificar rotas e reduzir a dependência de um único corredor logístico. Isso é especialmente relevante em períodos de pico de embarque, quando a concorrência por espaço em outros portos pode gerar filas e custos adicionais de sobrestadia.

O que isso significa para a cadeia exportadora

A ampliação de opções portuárias no Nordeste conversa com um movimento mais amplo do setor: a busca por reduzir o chamado “custo Brasil” logístico, que historicamente penaliza a competitividade das commodities nacionais frente a concorrentes internacionais. Cada novo corredor ou terminal que ganha capacidade contribui para pulverizar o fluxo de cargas e, potencialmente, equilibrar fretes ao longo do ano.

A Agri Fusion Exports acompanha com atenção o desenvolvimento da infraestrutura portuária em todas as regiões produtoras do país, avaliando continuamente as alternativas logísticas mais eficientes para cada operação de exportação de soja, milho, sorgo e algodão.

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