Quem acompanha o comércio exterior do agronegócio costuma voltar a atenção para a exportação de grãos e fibras, mas a logística também tem uma via de entrada: a importação de insumos como fertilizantes e defensivos agrícolas, essenciais para sustentar a produtividade das lavouras de soja, milho, sorgo e algodão. Nessa ponta, um encargo pouco comentado fora dos departamentos de comércio exterior merece destaque: o AFRMM, o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante.

O que é o AFRMM

Criado para financiar o desenvolvimento da marinha mercante e da indústria naval brasileira, o AFRMM incide sobre o frete pago pelo transporte marítimo de cargas descarregadas em portos nacionais, o que inclui boa parte das operações de importação e de cabotagem. Na prática, funciona como um percentual aplicado sobre o valor do frete internacional, somando-se aos demais custos que compõem o preço final da mercadoria importada.

Por que o tema interessa ao agronegócio exportador

Empresas que atuam tanto na exportação de grãos quanto na importação de insumos — como é o caso de companhias que trazem fertilizantes, corretivos de solo e defensivos para abastecer regiões produtoras — precisam considerar o AFRMM no planejamento de custos logísticos. Esse adicional entra na conta junto com o frete, o câmbio e as demais taxas portuárias, e pode influenciar decisões como a escolha do porto de desembarque, o modal de transporte interno até o destino e o momento de fechar a importação.

Regimes especiais e pontos de atenção

Alguns regimes aduaneiros especiais, como determinadas operações amparadas por drawback ou destinadas a zonas de processamento de exportação, podem ter tratamento diferenciado em relação ao encargo, dependendo da natureza da operação e da legislação vigente no momento da importação. Por isso, o acompanhamento próximo da legislação aduaneira e um bom suporte de despachantes e consultorias especializadas fazem diferença para evitar surpresas no custo final da operação.

Visão de quem exporta e importa

Para uma empresa como a Agri Fusion Exports, que atua tanto no escoamento de soja, milho, sorgo e algodão para o mercado internacional quanto no apoio à cadeia produtiva do Oeste da Bahia, entender encargos como o AFRMM é parte da rotina de planejamento logístico. Mapear esses custos com antecedência ajuda a manter previsibilidade para produtores parceiros e para a própria operação de comércio exterior, contribuindo para decisões mais seguras ao longo de toda a cadeia.

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