Entre os terminais que compõem o chamado Arco Norte, o Porto de Santarém, no Pará, ocupa uma posição particular na rota de escoamento de grãos que liga o Centro-Oeste brasileiro ao mercado internacional. Localizado às margens do Rio Tapajós, próximo à sua confluência com o Rio Amazonas, o terminal se diferencia por operar em águas profundas, o que permite o carregamento de navios de maior porte diretamente no interior da região amazônica — uma característica que o distingue de outros pontos da rota, mais voltados ao transbordo entre modais.
Uma peça a mais na engrenagem logística do Arco Norte
A relevância de Santarém está ligada à rodovia BR-163, eixo que conecta as áreas produtoras de soja e milho do norte do Mato Grosso aos portos do Pará. A carga que chega por via rodoviária é, em parte, transferida para balsas e embarcações fluviais em terminais de transbordo ao longo do rio, para só então seguir até portos como o de Santarém, onde pode ser carregada em navios oceânicos. Esse arranjo multimodal — rodovia, hidrovia e, por fim, transporte marítimo — é o que caracteriza o Arco Norte como alternativa aos corredores tradicionais do Sul e Sudeste do país.
Do ponto de vista operacional, portos com calado mais profundo como Santarém tendem a reduzir a necessidade de etapas intermediárias de transbordo, o que pode se traduzir em ganhos de eficiência ao longo da cadeia. Ainda assim, a infraestrutura de acesso — estradas, terminais de apoio e capacidade de armazenagem na região — segue sendo um fator que influencia o quanto desse potencial é efetivamente aproveitado a cada safra.
O que isso significa para o exportador
Para empresas que atuam na exportação de soja e milho, a diversificação de rotas logísticas é um elemento estratégico de gestão de risco. Depender de um único corredor expõe a operação a gargalos sazonais, filas de caminhões e oscilações de frete. Ter o Arco Norte — e dentro dele, terminais como o de Santarém — como alternativa viável contribui para dar mais flexibilidade ao planejamento de embarques, especialmente em períodos de pico de colheita.
A Agri Fusion Exports acompanha com atenção a evolução da infraestrutura logística nas diferentes regiões do país, já que o custo e a confiabilidade do transporte interno impactam diretamente a competitividade da carga brasileira no mercado internacional. Rotas como a que passa por Santarém reforçam a tendência de um país com múltiplas portas de saída para sua produção agrícola, reduzindo a dependência de corredores únicos e ampliando as opções disponíveis para o planejamento logístico de cada safra.
