O sorgo brasileiro consolidou, nos últimos anos, um perfil de exportação bastante concentrado: a China responde pela maior parte dos embarques do grão produzido no país. Essa relação comercial, construída principalmente como alternativa de origem diante de restrições que o mercado chinês impôs a outros fornecedores globais, transformou o sorgo em uma peça relevante da pauta exportadora do agronegócio brasileiro, mesmo sendo uma cultura de área plantada bem menor que a da soja ou do milho.
Uma demanda concentrada, mas estratégica
Do ponto de vista do produtor e do exportador, essa concentração em um único destino traz vantagens e também pontos de atenção. Por um lado, a China mantém um consumo consistente do grão, usado sobretudo na alimentação animal e, em proporção menor, em processos industriais. Por outro, a dependência de um mercado comprador tão dominante torna o fluxo de exportações sensível a mudanças de política comercial, a variações cambiais e a decisões de compra tomadas do lado chinês, fatores que fogem ao controle direto da cadeia produtiva brasileira.
Esse cenário reforça, para empresas como a Agri Fusion Exports, a importância de acompanhar de perto o relacionamento comercial entre Brasil e China no que se refere ao sorgo, além de manter processos de certificação fitossanitária e de qualidade alinhados às exigências do comprador. A regularidade no cumprimento de protocolos sanitários é um fator que ajuda a preservar o acesso a esse mercado ao longo do tempo.
Espaço para diversificação
Ainda assim, especialistas do setor têm apontado o interesse em ampliar o leque de destinos do sorgo brasileiro, explorando mercados da América Latina, do Oriente Médio e de outras regiões da Ásia que também demandam grãos para ração animal. Diversificar compradores tende a reduzir a exposição a oscilações de um único mercado e pode abrir espaço para que o sorgo ganhe ainda mais relevância na pauta de exportação agrícola do país nas próximas safras.
- A China é hoje o principal destino do sorgo exportado pelo Brasil;
- O grão é usado majoritariamente na alimentação animal;
- A concentração em um mercado comprador exige atenção redobrada a protocolos sanitários e cambiais;
- Há espaço para diversificação de destinos em médio prazo.
Para exportadoras especializadas em commodities agrícolas, acompanhar essas tendências é parte do trabalho diário de gestão de risco e de relacionamento com o mercado internacional, de forma a oferecer previsibilidade tanto aos produtores fornecedores quanto aos compradores no exterior.
