Quando se fala em logística do agronegócio, a atenção costuma se concentrar no transporte rodoviário até o porto e no frete marítimo internacional que leva a carga ao destino final. Há, porém, um elo intermediário que vem ganhando relevância silenciosa na cadeia de exportação: a cabotagem, o transporte marítimo realizado entre portos do próprio litoral brasileiro.

A cabotagem consiste em embarcar a carga em um porto nacional e desembarcá-la em outro porto nacional, sem que o navio precise sair das águas brasileiras. No caso de grãos e fibras, essa modalidade tem sido usada principalmente para redistribuir volumes entre regiões produtoras e portos com melhor estrutura de embarque para exportação, ou para aproximar a origem da carga de terminais com maior disponibilidade de navios de longo curso.

Por que a cabotagem ganha espaço

Vários fatores ajudam a explicar o crescimento dessa alternativa logística no setor agrícola:

Ainda assim, a cabotagem no agronegócio convive com desafios conhecidos: a limitada disponibilidade de embarcações adequadas ao transporte de granéis sólidos, a necessidade de infraestrutura portuária compatível em ambas as pontas da rota e os custos de transbordo, que precisam compensar a economia obtida no transporte marítimo em relação à alternativa rodoviária.

Um modal a observar

Para empresas exportadoras de soja, milho, sorgo e algodão, acompanhar a evolução da cabotagem é parte de uma visão mais ampla sobre logística multimodal. Ainda que o transporte rodoviário e o transporte marítimo de longo curso continuem sendo os pilares da exportação agrícola brasileira, a cabotagem representa uma peça adicional que pode contribuir para tornar o escoamento da produção mais eficiente em determinados corredores.

A Agri Fusion Exports acompanha com atenção as diferentes alternativas logísticas disponíveis para o escoamento de grãos e fibras, buscando sempre as rotas mais adequadas para atender seus clientes com eficiência e segurança.

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